Naquela semana que ficará na lembrança como Cicarelli 1 x 0 Praia, resolvi fazer um comentário sobre um post do mesmo assunto em um blog mixuruca. Sem acreditar, é claro, que iria causar tanto impacto. Oras, quem não está preparado para receber críticas - sejam elas quais forem - não deveria publicar na internet.
Aqui está o meu comentário:
"Sim ela é uma puta mesmo. Fuder não é o problema, e sim a praia. Um local público. Não quero passar com a minha mãe e ver uma vadia trepando igual um animal irracional. Segundo: ela fez de caso pensado, tornando-se mais vadia ainda. Pois o caminho mais fácil para qualquer mulher, é abrindo as pernas, e isso ela faz muito bem.
Não tenho nada a ver com sua vida promíscua, desde que sua vulgaridade não pertube a minha vida.
ddkks | 09.23.06 - 7:51 pm | "
Baseado neste comentário, a autora lá do blog, criou um outro post ao mesmo tempo em era montada a fogueira para a minha execução. Vejamos alguns trechos:
"Para exemplo, um belo comentário que me foi deixado, sobre meu post anterior. De forma anônima, claro; o cidadão assina "ddkks", sem link, sem email, escondido atrás de sua covardia. É engraçado como quem critica e ofende outras pessoas, dificilmente dá a cara."
Realmente não ter preenchido o email, não foi para me esconder pois com email ou sem, o anonimato continua o mesmo, aliás normalmente eu não preencho email nesses sites meia boca, para depois não ficar recebendo aquela maldita newsletter. Continuando:
"Sim ela é uma puta mesmo. Fuder não é o problema, e sim a praia. Um local público."
"Pra começar, fOder se escreve com O. Então, foder não é o problema, mas sim fazê-lo em um lugar público. Até aí estamos de acordo. Só que ninguém viu a Daniela foder, só viram ela apertando o namorado, dentro da água. A mera sugestão de um ato sexual é suficiente para rebaixá-la à categoria de puta. "
Como eu não estou acostumado a mandar a pessoas se foderem por escrito e sim verbalmente, cometi um erro devido à fonética. Será que estamos falando do mesmo vídeo? Ainda fora d´agua, durante as esfregadas de bunda ela leva a mão e encaixa o "negócio", difícil até para descrever, e depois os dois caminham para águas profundas, sem desencaixar. Sugestão? Só não vê quem não quer. Mas como eu disse, o problema foi o local. A expressão "puta" foi uma metáfora, afinal ela não cobra por programa.
"Não quero passar com a minha mãe e ver uma vadia trepando igual um animal irracional."
"Essa é ótima. Olha qual é a preocupação do rapazinho: que sua mãe não veja uma moça se esfregando no namorado, na praia. Obviamente a mãe dele não deve saber como é dar uns amassos num homem bonito, ou deixar-se levar pelo tesão. Como bom filho, ele quer proteger sua progenitora - que na cabeça dele deve tê-lo gerado através de partenogénese (reprodução assexuada), e deve ser virgem até hoje - de ter seus olhos conspurcados pela visão de alguma safadeza.
Quanto a "trepar igual um animal irracional", existe outra forma de trepar? Sexo é instinto, é animal, é completamente irracional. Se você, meu caro "ddkks", trepa como um animal racional, eu tenho pena de você, pois então não sabe o que é uma boa transa. Talvez daí é que venha toda essa virulência, da frustração."
No mínimo um comentário pouco educado, sobre a mãe alheia, e com conclusões completamente equivocadas da idéia original. Que minha mãe não veja? Dedução ridícula. Simplesmente pessoas normais não gostam de assistir a luxúria junto com a mãe e vice-versa. Talvez a Xuxa não sinta-se mal pelo fato da Sasha assistir “amor estranho amor” e entender porque os amiguinhos a chamam de filha da puta, mas as opiniões variam. Eu fui educado dentro de padrões onde putaria em local público não combina, aliás a maior parte da sociedade pensa assim, porém muitas pessoas querem mostrar-se moderninhas e mudam de opinião de acordo com a conveniência. Eu só tenho uma cara, e mesmo que tivesse várias, todas elas teriam vergonha.
Descemos das árvores há muito tempo e evoluímos de lá pra cá. Todavia todos os instintos animais não foram perdidos e sim mantidos em um canto escuro do nosso âmago. Aquele que não consegue controlar tais instintos, é bem provável que não tenha evoluído o suficiente, e provavelmente ainda seja um animal irracional como um todo e não só naquele canto escuro. Eu sou capaz de dominar a minha mente, e não o contrário. Caso eu permitisse que minha irracionalidade viesse à tona, sem controle, muita coisa ruim poderia acontecer.
Por outro lado, existem as putas - as pagas - onde posso libertar meu animal interior, em um local privado, sem me preocupar com consequências de um ato impensado.
"Segundo: ela fez de caso pensado, tornando-se mais vadia ainda."
"De caso pensado? O que significa isso? Que ela transou porque pretendia transar? Ou você se refere à teoria de que o vídeo não passou de uma estratégia publicitária? Se for a primeira opção, não tenha nada a comentar, pois essa seria uma afirmação demasiado estúpida para merecer resposta. Se for a segunda opção, não existem provas disso. E mesmo que fosse verdade, ela tem o direito de fazê-lo. Um golpe de marketing desse tipo só tem razão de ser, porque a sociedade consume esse tipo de coisa. Então, ninguém tem o direito de crucificar a moça por aproveitar-se disso.
Mais vadia ainda? Como se mede quem é mais ou menos vadia? Há diferença? O sr. Anônimo deve abominar qualquer tipo de pornografia, não? Digo, para ser coerente."
Não ficou claro? Me pareceu óbvio que eu me referia a auto promoção. Provas? E só pegar o log do Youtube e ver quem fez upload do vídeo antes dele ser exibido no programa de TV, aposto que dá Cica na cabeça. Com certeza o povão gosta de baixaria, pois sempre tem quem faça. Esse negócio de que ninguém tem o direito disso ou daquilo é papo furado, todos tem os mesmos direitos - ou deveriam ter. Se um tem o direito de fazer o outro tem o direito de criticar. Se não quer a reação, não faça a ação.
Na verdade eu tenho um "vadiometro". Assim como o bem e o mal, a vadiagem também é quantitativa. Quanto a pornografia, realmente não é a minha praia, afinal é uma grande falsidade, mas há quem considere arte.
"Pois o caminho mais fácil para qualquer mulher, é abrindo as pernas, e isso ela faz muito bem."
"Mas que beleza!!! Que perfeito exemplo de afirmação machista e imbecil! Essa frase evidencia o preconceito e o desprezo que muitos homens nutrem em relação às mulheres (principalmente àquelas que não dão pra eles). Acho incrível que ainda exista gente (gente?!) que acredita que "abrir as pernas é o caminho mais fácil para a mulher". Ainda somos julgadas em função de nossa vida sexual; e nossa sexualidade é reduzida a "abrir as pernas".
Percebi uma certa raiva pessoal, pouco profissionalismo. Para ficar claro, qualquer mulher sabe, mas eu não disse que qualquer mulher segue esse caminho! Mas aquelas que optam, com certeza é por ser o mais fácil, salvo raras excessões. Veja a Bruna Surfistinha, menina da classe média, três anos na prostituição saiu do anonimato, e de blogueira virou escritora, pelo menos é o que ela pensa. Não precisa de muita força para abrir as pernas, agora eu queria ver se ela teria força para acordar cedo todo dia e dar um duro danado, para no final do mês receber o valor uma ou duas trepadas, duvido.
Também não precisa ser prostituta para enquadrar-se no perfil. Tem muita mulher que prefere casar e/ou arrumar filho, em troca de uma vida confortável, e se não há sentimentos, então só está abrindo as pernas. Sem essa de machismo, antigamente poderia ser, mas hoje, tanto homens como mulheres tem oportunidades de estudar. Não é fácil. Fácil é o outro caminho.
"Não tenho nada a ver com sua vida promíscua, desde que sua vulgaridade não pertube a minha vida."
“Aha! Chegamos a um ponto fundamental! No Dicionário Aurélio: "Promíscuo", em Português do Brasil - Diz-se de pessoa que se entrega sexualmente com facilidade. É verdade, a Daniela não deu uma de difícil com o namorado. Ela só deu uma. E também é verdade que ninguém tem nada que ver com isso. Inclusive, talvez também seja verdade que o comportamento dela foi um pouco vulgar.
Agora, porquê isso "perturba sua vida"?
E como perturbou. Devido ao meu trabalho na área de tecnologia, sem entrar em muitos detalhes, naquela maldita semana eu tive que trabalhar o dobro e não ganhei nada a mais por isso, tudo por causa daquele maldito vídeo. Praticamente eu ganhei o mesmo que a Daniella ganhou, um belo pepino e não gostei.
Concluindo
O mais engraçado é o seguinte. Embora o meu comentário tenha causado tanta revolta na autora, por ironia do destino, o meu foi o ÚNICO comentário! E vasculhando um pouco mais, pude perceber que em posts anteriores também são raros os comentários. Mas o que foi criado com base nas minhas idéias insanas, geraram incríveis 7 comentários, ou seja, indiretamente eu aumentei os pageviews do blog.
Links
Post inicial
Meu Comentário
Post Resultante